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Fragmentos do livro: “A sabedoria do Eneagrama” Dom Richard Riso/Russ Hudson


Somos muito mais que a nossa personalidade. Além da nossa personalidade limitada, escondemos dentro de nós uma verdadeira essência e é essa essência que não morre. Poderíamos chamar essa essência de centelha do divino. Apesar de havermos esquecido essa verdade, pois nós adormecemos para nossa verdadeira natureza divina, todos nós temos alguma noção sobre nossa personalidade, mas a ideia da essência provavelmente é menos conhecida.

Em geral, não vivenciamos nossa essência em seus diversos aspectos porque nossa percepção está dominada por nossa personalidade.


É por isso que, quando nos identificamos com a personalidade, deixamos de ser realmente quem somos. Adormecemos para aquilo que realmente somos. Corremos de um lado para outro, consumidos por ideias, preocupações e imagens mentais. Ou estamos no passado ou no futuro, raramente estamos presentes para nós mesmos, para o aqui e agora. À medida que nós começamos a nos trabalhar, veremos que nossa atenção foi “atraída” pelas preocupações e pelos traços de nossa personalidade. Percebemos assim, que somos seres espirituais que têm uma personalidade. Quando deixarmos de nos identificar com ela e de defendê-la, ocorre um milagre: nossa natureza essencial espontaneamente surge e nos transforma.


Quando estamos mais presentes e conscientes – qualidade da essência – sobrevêm momentos de “fluxo” e de desempenho máximo, ao passo que as manifestações da personalidade costumam nos levar a ignorar coisas, cometer erros e criar problemas de toda espécie. Quando conseguirmos nos identificar menos com a personalidade, ela se torna uma parte menor da totalidade que somos.


COMO PODEMOS NOS APROXIMAR DE NOSSA VERDADEIRA NATUREZA – A CENTELHA DIVINA que há dentro de cada um de nós?


- Devemos estar vigilantes observando com atenção nossas atitudes e atividades. Apenas observar, sem julgar, nem justificar. É necessário aprender a “pegar-nos com a mão na botija”, ou seja, a perceber quando estamos agindo conforme os ditames da personalidade. A percepção é de importância vital para o trabalho de transformação porque os hábitos da personalidade são mais evidentes quando os vemos no momento em que se manifestam. Analisar o passado é útil, mas não tanto quando observamos como somos no momento presente.


Se você está discutindo, por exemplo, torne-se consciente de sua raiva, de sua irritação. Isto é se pegar com a mão na botija.


No próximo bloco, continuaremos sobre o tema personalidade. 


Caro leitor, entre em contato comigo, dê sua opinião a respeito desta matéria, em que está ajudando. Você é o nosso “combustível”, participe! (João Arnaldo Nunes – SOEP)

 
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